A relação entre o senador Flávio Bolsonaro e uma igreja evangélica fundada por um pastor que critica a devoção mariana teve nova volta à cena política. A Comunidade das Nações, sediada em Brasília, é dirigida pelo bispo JB Carvalho, conhecido por críticas ao culto à Nossa Senhora Aparecida e consideração da lei que la consagrou padroeira do Brasil como ilegal.
A aproximação entre o senador e a igreja em questionamento se materializou em 2024, quando ele e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na Comunidade das Nações. Em setembro de 2025, o filho do então presidente Jair Bolsonaro também visitou a igreja para uma importante aparição pública de sua candidatura.
As críticas de Carvalho sobre Nossa Senhora Aparecida estão registradas no livro ‘A Bomba: A verdade pode ser explosiva’, que inclui textos afirmando que o culto à Rainha dos Céus é odioso a Deus e que a lei da padroeira do Brasil é ilegal, além de negar a existência de um feriado cívico-maranhense.
O conteúdo gerou novas escaladas na controvérsia religiosa durante a campanha presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais em agosto deste ano, Flávio Bolsonaro afirmou que ‘um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo’, levando à mobilização de católicos e respostas de bispos envolvidos no santuário da Nossa Senhora Aparecida.
A ligação pública entre Flávio Bolsonaro e o bispo JB Carvalho estende-se além do templo, com obras publicadas pelo pastor chegando a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em novembro de 2025, um exemplar foi levado a Jair Bolsonaro na Polícia Federal, seguido por outro no mês seguinte.
A preservação da fé cristã em sua forma evangélica pelo próximo presidente é um tema contínuo em sua campanha e configura-se como um pilar importante de sua plataforma eleitoral. O local religioso assume destaque justamente por sua história de interseção com a família Bolsonaro.
Fonte: Geral Regional
